Estratificação do risco de hemorragia pós-parto
A hemorragia pós-parto é uma das principais causas de morte materna no Brasil. Estratificar o risco na admissão orienta o preparo de sangue, acesso e uterotônicos.
Exemplos de fatores por grupo (OPAS)
- Alto risco: placenta prévia ou suspeita de acretismo, hematócrito < 30% com outros fatores, plaquetas < 100.000, sangramento ativo na admissão, coagulopatia, dois ou mais fatores de médio risco.
- Médio risco: cesárea ou cirurgia uterina prévia, pré-eclâmpsia, gestação múltipla, polidrâmnio, macrossomia, multiparidade (quatro ou mais partos), trabalho de parto prolongado ou induzido, uso prolongado de ocitocina, corioamnionite.
- Baixo risco: ausência dos fatores acima.
A lista completa e o preparo de cada grupo estão na calculadora do app, que segue a estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia.
As calculadoras obstétricas são grátis com cadastro. A assinatura libera o catálogo de fármacos na gestação, o transcritor e o solicitador de exames, os termos de consentimento, as diretrizes e a IA treinada em obstetrícia.
Criar conta grátisConhecer o appPerguntas frequentes
O que fazer em gestante de alto risco para HPP?
Ter sangue tipado e reservado, acesso venoso calibroso, uterotônicos e protocolo de hemorragia prontos, e equipe avisada antes do parto.
A estratificação substitui a vigilância no pós-parto?
Não. Muitas hemorragias ocorrem em gestantes de baixo risco; a quantificação da perda sanguínea e a vigilância valem para todas.
Referências
- Organização Pan-Americana da Saúde. Recomendações assistenciais para prevenção, diagnóstico e tratamento da hemorragia obstétrica. Brasília: OPAS; 2018.
Veja também
Conteúdo da equipe do Obstetra Brasil, plataforma criada pelo Dr. Renan Paschoal da Silva, médico obstetra (CRM 52-1092359 · RQE 42793). Atualizado em 25/10/2026. Material informativo e de apoio à decisão clínica: não substitui a avaliação de quem assiste a gestante.